O que fazer em São Paulo - Dia 1

Atualizado: 23 de Set de 2019

Para quem gosta de modernidade e um gostinho do lado bom e ruim do primeiro mundo, aqui mesmo em terra brasileira, a capital Paulista é uma ótima pedida. São Paulo é uma cidade multicultural em que você encontra o mais variado tipo de pessoa, em constante movimento 24 por dia.

Em um fim-de-semana prolongado você já consegue conhecer bastante a cidade, pelo menos seus locais mais famosos.


Um bom lugar para ficar é próximo à Avenida Paulista. Existem hotéis muito bons e de vários preços, e a localização é o ponto principal! Muitas das atrações ficam por ali e a região não é muito perigosa. (De preferência mais próximo a Consolação)


Do Rio para São Paulo, você pode conseguir passagens bem baratas ,tanto com dinheiro ,tanto com milhas. Eu consegui dois dias antes pagar a ida pela Latam e a volta pela Gol para Congonhas (que é beeem mais perto da Paulista) com milhas, só paguei com dinheiro a taxa de embarque que foi em torno de 30 reais. Em outros estados vale dar uma pesquisada no Google Voos ou para os mais animados recorrer ao busão.


Como economizei nas passagens e meu objetivo era me testar viajando sozinha( como minha ansiedade atualmente se comportaria) resolvi ficar em um hotel melhor (como válvula de escape ) , Hotel Mercure Jardins . Como tenho alguns benefícios por ser cliente fidelidade da rede AccorHotels , eu iria ganhar milhas em dobro ficando lá, ganhei algum desconto e pude fazer late checkout -isso não é propaganda,rs, não ia furar tanto meu bolso.


O hotel fica na Rua Augusta bem próximo a Rua Oscar Freire e a Avenida Paulista na altura do Conjunto Nacional.


No primeiro dia acabei chegando às 10 da manhã e o checkin era só as 14h ,eles me disseram que poderia deixar as malas e voltar meio-dia que meu quarto deveria estar liberado e iriam deixar eu entrar.


Aproveitei para ir em uma cafeteria que haviam me recomendado em frente ao Conjunto Nacional e ir ao próprio. O único problema para chegar lá e em vários lugares em São Paulo para quem não tem muito preparo físico, como eu, são as ladeiras, estão em todos os lugares!

Rua Augusta

Perseu CoffeHouse é uma graça e fica bem na entrada de um edifício comercial. Tomei um chocolate quente cremoso muito bom com um bagel (que sempre acho que tem que ter um furo no meio mas esse não tinha) com cream cheese .

Depois disso, atravessei a rua para conhecer o Conjunto Nacional que é famoso por seu grande Hall de entrada e pela Livraria Cultura, maior livraria da América Latina, que fica ali. No seu Hall tem uma escultura em homenagem à Miguel de Cervantes , feita de lixo, de Dom Quixote , Sancho Pança e Rocinante.

Depois de conhecer o Conjunto Nacional resolvi dar uma volta pela Avenida Paulista até a hora do almoço. “Sou dessas” que marca com a terapeuta por skype mas não perde a viagem , então tinha consulta às 14h no hotel.


De lá, segui em direção ao Paraíso (outra ponta da Avenida) e levei meia hora para fazer em torno de 2 kms. Neste lado da Paulista o lugar que haviam me sugerido foi a Casa das Rosas, como estava sem tempo e confesso que já me bastava o exterior dela mesmo para algumas fotos só entrei em seu jardim. É um palacete em plena paulista que hoje abriga um centro cultural com um café em seu jardim e que possuí em seu jardim muitas rosas que já vale a visita por si só, para quem gosta.

Bem próximo, do outro lado da rua, existe um mural pintado pelo artista plástico e muralista Eduardo Kobra em homenagem a Oscar Niemeyer .

Fonte : Júlia Almeida

Já em meu caminho de volta, próximo ao mural, com entrada gratuita está a Japan House , que se tiver com tempo e gostar da cultura nipônica vale uma visitinha.

Existe também o Masp ,mas com a exposição da Tarsila do Amaral, só com uma dica marota minha para conseguir entrar rápido- conto depois- e ele vale reservar mais tempo ,pelo menos umas duas horas e meia, e alguns shoppings e lojas famosas.

Como o cansaço bateu, acabei pegando um Uber em frente ao Shopping Cidade São Paulo, que havia ouvido falar bem mas acabei desistindo de entrar. O bom que como estava próxima a Paulista então as viagens não saiam caras, menos de 10 reais em geral.


Depois de fazer minha consulta e descansar, eu estava morta de fome e resolvi dar uma volta na rua Oscar Freire, uma rua super chique que ficava também próxima ao hotel, principalmente a parte dela com mais lojas.


Como aprendi a não me importar muito com essa coisa de “ah é rua de rico e eu não sou rica então não devia estar aqui” ou “pelo menos devia estar vestida com vestimentas mais adequadas” , coloquei uma roupa deboa e minha mochila de gatinhos- dica para parecer ter uns 15 anos a menos, mesmo não querendo- e saí. Sério , estamos no século 21! Já não basta o “você veio sozinha?” com cara de dó... mas usei só como exemplo, a cidade me pareceu uma cidade bem tranquila, que tenta não rotular as pessoas, ela tenta ser ‘moderninha’.


O lado bom da Oscar Freire para mim é que em geral as lojas são tão caras que não dá para pensar nem na possibilidade de comprar - não é uma Farm da vida ou Cantão em geral. Mas , infelizmente, as lojas estavam em liquidação e tinham algumas que rolava comprar alguma coisinha, daí já viu ... mas consegui comprar só uma coisa!


Lá me lembrou a Europa, além dos preços caros, pelos horários de almoço dos restaurantes. Eu inventei de estar com muita fome justo quando quase todos estavam fechados . Imagina um lugar que já é difícil escolher pelo preço e ainda tem o fator horário... mas olhando pelo TripAdvisor achei o restaurante Chez Oscar aberto, ao lado de uma livraria, na verdade as mesinhas na calçada dele- e o friozinho da cidade já estava presente. Comi um macarrão Carbonara  gostoso e diferente... ah e com o preço padrão para a rua- mas quem vai lá já tem que ir preparado para isso. Mas vai encontrar também pratos desse estilo ao longo da rua: diferentes e em geral bem gostosos.

Fonte : Júlia Almeida

Depois de andar pelas principais lojas da rua , subi a ladeira em direção ao hotel pois apesar que me falaram ser tranquilo andar por ali depois que escurece , achei melhor evitar com minha câmera.


Para fechar o dia, depois de descansar um pouco, resolvi conhecer um dos famosos shoppings da cidade. Mas não, não era para fazer compras, eu gosto de ver pessoas diferentes vivendo sua vida normal e não ir só a lugares turísticos. E nesse caso eram os paulistanos que frequentam o Shopping Iguatemi. É , eu tenho essa mania de analisar como é a vida de grupos de pessoas nos lugares que vou,mais alguém?


Esse foi meu primeiro dia na cidade, em breve , posto os outros!




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