Próximas partidas: Diamantina (MG) e Paraty (RJ)

Atualizado: Abr 16

Uma só, não! Duas localidades para quem é do dia, para quem acorda cedo e mergulha na cultura que saiu para conhecer. Duas cidades tranquilas e acolhedoras. Ligadas pela Estrada Real, a rota brasileira de transporte do ouro desde a lavra até sua saída para a Europa, Diamantina e Paraty estão cheias de história do Brasil para contar.


Fonte: Ana Wanke

Não digo para você visita-las de uma tacada só! A Estrada Real não tem seu trecho inteiro consolidado para passagem de automóveis. Aqui temos destinos separados. Conheça um deles e deixe o roteiro do outro em stand-by.

Onde fica Diamantina?

Diamantina fica na região central do Estado de Minas Gerais (MG), sendo uma das suas cidades históricas. Ela recebeu esse nome depois da descoberta de diamantes nos seus córregos e riachos em 1727. Antes disso os bandeirantes encontravam ouro nesses riachos. Para um deles deram o nome de Tijuco, que significa lama na língua dos nativos locais. Então, o primeiro nome de Diamantina era Arraial do Tijuco.


Saindo de Belo Horizonte (294 km de distância), o visitante pega três rodovias: as BRs 040, 135 e 259. Todas bem sinalizadas e conservadas. O trecho final da última ladeado por afloramentos de rocha invadidos por plantas do Cerrado.


Existem vários hotéis e pousadas nessa cidade, onde também se encontram restaurantes servindo pratos da famosa culinária mineira. Sem falar naqueles especializados em massas e crepes, como o Deguste Dressing , que tem opções vegetarianas.


Centro histórico de Diamantina

O centro histórico é facilmente percorrido a pé por quem não tem dificuldade de deslocamento. As ruas são estreitas e revestidas de pedras. Portanto, é bom usar tênis ou bota sem salto para o dia render. Entre as atrações, cafeterias, lojinhas de artesanato, de doces e queijos.

Passeios em Diamantina

Em dois sábados de cada mês acontece a Vesperata de Diamantina, um espetáculo musical em pleno centro histórico, inteiramente gratuito, começando às 20:00 h. Tente participar de um deles!

Acorde cedo e tome um bom café da manhã. Ladeiras e uma hospitalidade risonha te esperam. São imperdíveis em Diamantina:

· Museu do Diamante

Um casarão elegante no centro abriga relatos curiosos: a exploração do ouro e a descoberta acidental de umas pedrinhas cujo papel inicial era só o de marcar jogo, como fazemos atualmente com contas sobre cartela de bingo. Aqui você conhece ainda as desventuras do Padre Rolim, que morou onde hoje se encontra o museu. Atenção: o museu não abre às segundas-feiras!

Casa da Glória

· Casa da Glória

Glória e Manuel construíram uma casa imponente nos idos de 1775. Ao longo do tempo, outras construções foram anexadas à original. O conjunto acabou virando um dos ícones de Diamantina, especialmente por causa do passadiço: um viaduto de madeira para impedir que as meninas do colégio interno instalado ali fossem dos dormitórios às salas de aula sem saírem na rua.

Casa de Juscelino Kubitschek em Diamantina

· Casa de Juscelino Kubitschek

Visite também a residência simples onde cresceu um dos presidentes brasileiros mais admirados. Entrada franca. Aqui a gente encontra objetos pessoais do antigo morador: cama, escrivaninha, instrumentos usados no ofício da medicina (antes de se candidatar a prefeito) e o violão que ele gostava de tocar.


Centro Histórico de Paraty

Onde fica Paraty?

Situada no litoral sul do Estado do Rio de Janeiro, Paraty era a cidade onde no passado se embarcava o ouro, indo esse forrar os palácios europeus. Depois que o ciclo de exploração desse metal acabou, o município deixou de crescer. Rodeada pelos morros da Serra do Mar, Paraty é encantadora!

Com 353 anos de existência e abrigando um lindo conjunto arquitetônico, Paraty está a 250 km da capital Rio de Janeiro. Saindo de São Paulo, se chega de ônibus ou de carro próprio pela Rodovia Rio-Santos. Outra opção é seguir pela Rodovia Ayrton Senna e depois pela Rodovia Oswaldo Cruz.

Na maioria das ruas do centro histórico de Paraty a circulação de carro é proibida. Então, o melhor a fazer é se hospedar em pousada ou unidade do AirBnB com garagem (caso você vá de carro) que esteja relativamente próxima desse centro. Daí será fácil andar até o centro histórico com suas ruas de pedras irregulares.

Dezenas de lojinhas oferecem artesanatos e alimentos produzidos na região, movimentando a economia local. Não tem como não se lembrar de alguém querido! Você também vai se deliciar nos vários restaurantes das mais diferentes tendências gastronômicas.

Passeios em Paraty

Para passear, procure em Paraty:


Casa da Cultura de Paraty

· Casa da Cultura

Instalada em um casarão elegante próximo à Praça da Matriz. Nessa instituição você visita espaços criados para exposições de arte. Toma um café em um ponto arejado pela brisa que corre no pátio interno do casarão. Ali tem também um auditório destinado a cursos e palestras.

· Vila de Trindade

Uma vila rústica a 24 km de Paraty. A melhor pedida é ir de carro até a Praia do Cepilho. Se você quer praticar surf ou assistir manobras dos surfistas, fique nela. Mas se não, deixe o carro no estacionamento que está aí e siga a pé para a Praia dos Ranchos. Essa é limpa, tem ondas leves e quiosques com mesas e cadeiras. Excelente para banho e para relaxar.

Agora, se você optar pela Praia Brava (também chamada de Joatinga), leve água e se prepare para percorrer uma trilha por uns 25 minutos. É uma praia deserta, sem quiosques, mas de uma beleza rara. Perfeita para fotografia.

FLIP

· Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP)

Gosta de ler e de estar junto de gente amante de livros? Infelizmente a edição 2020 da FLIP está adiada em razão da pandemia de COVID-19. Então se programe para estar em Paraty em algum ano e participe dessa festa que acontece em meados de junho. Como Paraty fica a apenas 5 metros acima do nível do mar, o frio do inverno não tira a empolgação. É a chance de ver de perto admiráveis que talvez a gente não tenha outra oportunidade de encontrar.

Conhecer Diamantina e Paraty dá vontade de voltar

Duas cidades com os pés em um passado distante. Seguem atraentes, se mantendo no posto de palco das boas emoções para diferentes gerações. Podem sim fazer parte de ótimas lembranças.



Autora: Milene Martins



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