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  • Foto do escritorJúlia Almeida

Atacama: Viajei uma semana antes da pandemia!

Atualizado: 14 de dez. de 2022

Se existiu uma viagem com um timing perfeito foi essa. Talvez eu me arrisquei um pouco mais do que devia. Fato. 


Fui na primeira semana de março e no Brasil só existia um caso e no Chile nenhum. Mas grandes indícios que isso ia aumentar exponencialmente em muito pouco tempo nos dois países.


São Paulo


Passei uns dias em São Paulo antes de ir para lá e as pessoas estavam menos neuróticas do que no Rio (como as coisas mudam…) mas já estavam se preocupando mais com limpeza e tal e alguns usando máscara, completamente errado, vale ressaltar ( por isso eu achava bobagem , me arrependo dessa parte).



Chile


Em Santiago, mesmo sem casos, todos tinham que ter a temperatura aferida , preencher uma ficha sobre os sintomas e de onde estava vindo e onde iria ficar. Acho que até hoje não se faz isso no Brasil…


Deserto do Atacama


De lá, segui para Calama , não visitei a capital e dessa cidade, onde fica o aeroporto mais próximo de San Pedro peguei um transfer para o povoado.


Nos 5 dias que fiquei no povoado surgiu o primeiro caso no país e no Brasil começou a aumentar o número. No Peru, onde seria e foi minha volta, também começou o aumento .


O clima no Atacama é bem complicado pois é uma região de grande altitude e muito seca. Então tive muita falta de ar , um dos sintomas da COVID.


A volta


Na minha volta, fiquei muitas horas no aeroporto de Lima , as pessoas limpavam sem parar e algumas pessoas pessoas usavam máscaras mas bem poucas( e eu ainda achava exagero( aiai) . 



Assim que cheguei em São Paulo, já tinham casos no Rio também. E eu continuava com a falta de ar mas acredito ser da alergia respiratória.


Em casa


Cheguei no Rio, dois dias depois e o medo já estava bem maior. Não cheguei a voltar ao trabalho presencial, fui uma das primeiras a já entrar de quarentena, que estou desde então. No Rio já nem saí de casa e na semana seguinte a coisa aumentou surrealmente. 



Fui ao hospital por causa da minha falta de ar mas no início eles não faziam exame em quase ninguém , mesmo pagando . Só com vários sintomas. Disseram que era sinusite, o que também acho que foi mas rolou um medinho. 


Hoje olhando vejo que dei uma super sorte! As fronteiras fecharam uma semana depois e estão até hoje. O povoado inclusive está fechado. Sem contar que os tratamentos e tudo mais estavam muito mais incipientes na época.



Como sei que deu tudo certo,faria novamente! Mas a sorte deu uma boa ajudada,rs.

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